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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fórmula 1 esquecendo das origens!

Olá pessoal do Volta Voadora! Essa semana olhando algumas fotos dos testes de novatos em Magny Cours, e vi uma imagem que me chamou a atenção, primeiramente pela informação contida. A imagem é essa, postada originalmente no excelente F1 Corradi:
Crédito da foto: www.f1corradi.blogspot.com
Porém, nesta mesma reportagem, ele trouxe uma informação interessante: Essa barbatana de tubarão, que fez parte da F1 durante algum tempo, e sumiu, originalmente por motivos estéticos, estaria voltando para recolocar a numeração e as inciais dos pilotos mais em vista. É uma atitude de aparente preocupação com o publico, vide que a numeração é cada vez mais escondida e esquecida, e esse ano ainda com o advento do degrau no bico, teve equipes como a Sauber que teve a brilhante idéia de colocar o número justamente no degrau…
Sérgio Perez em Spa. Número no degrau pode ajudar, mas ficou estranho...
 Além disso, com a confirmação de apenas 30% das provas na europa, berço da F1, faz nós os fãs lembrarmos com muita saudade de uma época não muito distante, de quando as provas eram majoritariamente na Europa (por exemplo, 1991, tivemos 10 das 16 provas em solo europeu) e também quando as equipes tinham a sua identidade fixada via o seu numeral.
Quem tem menos de 17 anos, não pode ter o prazer de acordar pela manhã, para ver um Gp de Portugal no Estoril, e no grid de largada ver uma Williams numero 5, uma Ferrari numero 27, uma Benneton numero 20, por exemplo. Não havia como confundir, esquecer quem era quem no circuito. Claro que hoje em dia os pilotos tambem ajudam e muito nessa questão, pois trocam de capacete de treino em treino ( Não é Vettel???) e nos deixam tendo que procurar marcas nas câmeras e com muita sorte contar com uma passagem rápida do pequeno e escondido número. Isso quando o pessoal dos dados da FOM não erra o piloto ( Como no domingo que erraram os pilotos da Sauber, e tambem no treino do gp Belga quando transferiram Kobayashi para a RBR). Então, hoje em dia informação é na base da sorte.
Como vocês já sabem, gosto de ficar imaginando situações diferentes do ocorrido. Então, seguindo essa tradição do VOLTA VOADORA, amanhã traremos um E SE… especial: Como imagino as equipes atuais com numeros tradicionais dos anos 80 e 90?
Podem contribuir também pessoal. A postagem será automática, porém, depois durante a semana repasso a opinião de vocês; Opinem a vontade!

Abração a todos e fiquem ligados apartir do meio dia de quinta, com as equipes e seus numeros de merecimento;
Roberto Taborda
@roberto_f183

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Histórias da F1-Capítulo 1: Quando a McLaren foi mais aplaudida que a Ferrari em Monza!

Alain Prost 1989 McLaren
Prost em Phoenix, 1989

Olá pessoal do Volta Voadora! Chegamos a Monza, talvez o maior templo da velocidade atual. O circuito italiano, extremamente rápido, com suas chincanes cortando a velocidade final por algum tempo foi o mais veloz da F1, depois da reforma feita no fim dos anos 80 em Silverstone (Mais exatamente 1990). Mas Monza é cheio de histórias impactantes, acidentes incriveis, mas uma história em especial para mim marcou pela reação improvável da multidão que assistia a prova in loco.
Chegamos a 1989. Quem leu a entrada do texto pensou “ih, o cara vai falar de 1988, a unica vitória da Ferrari no ano, ou melhor dizendo, a unica derrota da McLaren no ano…”  Mas não. A história ocorreu pouco menos de 12 meses depois. O dia?     de Setembro. O local? Parabólica, uma das mais desafiadoras curvas da F1. Protagonistas: Ayrton Senna, Alain Prost, McLaren e Ferrari.
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Ayrton fazendo a parabólica de Monza.
Aquele ano estava fervilhando nos intra guard Rails. Depois de uma derrota para um novato na equipe, Alain Prost queria vingança. Assim como em 1985, ele queria devolver a derrota ao companheiro de equipe. Só que dessa vez ele encontrou duas enormes diferenças: O companheiro não era um piloto semi aposentado, realizado, tri campeão mundial; a outra, e essa a que lhe deixava furioso, é que o atual companheiro tinha um batalhão técnico a seu favor. Inclusive, lembro da frase em 1988 quando a crise estava no campo esportivo somente:” Eu (Prost) sou um piloto McLaren com motor Honda, e ele (Senna) é um piloto Honda com chassis McLaren”  Então, ao ver que no talento a coisa era equiparada, mas no campo técnico Ayrton levara vantagem, Prost partiu para a desestabilização via pessoal.
Depois do incidente em Imola (Sempre Ímola no caminho de Senna) onde ele feriu um acordo entre ambos após a segunda largada por causa do acidente de Berger, a guerra se estabeleceu. Correto afirmar que a tensão que cresceu naqueles dias afetou o desempenho de Senna, que errou feio na Inglaterra e teve quebras no Canadá e nos EUA, locais onde Senna sempre andou muito bem; Mas Prost, sempre muito esperto nesse tipo de ocasião, criou a cisão necessária para que a equipe se dividisse em duas. A poderosa McLaren se tornou dois blocos. Os mecanicos de um não falavam com os do outro; Engenheiros com dados secretos; Canais de rádio totalmente independentes, somente Ron Dennis tinha acesso aos dois canais; carros regulados e pasmem, fabricados de forma pessoal, independente, para cada piloto. Era uma guerra fria dentro de uma organização esportiva.
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Imola. Berger havia batido. Senna na segunda  largada interpretou o acordo do seu jeito e a guerra começava...

Depois do episódio de Ímola, Prost conseguiu uma boa sequencia de resultados e chegava a Monza com a liderança do campeonato e com um trunfo na manga… Veja amanhã no Volta Voadora!